livro o homem e seus símbolos carl jung

O homem e seus símbolos (Carl G. Jung)

por Barbara Filippini

Título: O homem e seus símbolos
Título Original: Man and his symbols
Autor: Organizado por Carl G. Jung
Tradução: Maria Lúcia Pinho
Ano de Publicação Original: 1964
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2008
Editora: Nova Fronteira
Número de Páginas: 447
Gênero: psicologia – psicanálise – psiquiatria

Esse livro é considerado um dos mais vendidos do mundo e foi organizado por Carl G. Jung até pouco antes de morrer (em 1961), quando aí assumiu a finalização do livro sua sucessora M. L. Von Franz, psicóloga suíça renomada por suas interpretações dos contos de fadas. O livro conta com um capítulo redigido por Carl Jung e demais capítulos escritos por vários autores sob a supervisão de Jung, somente a revisão final da obra ficou a cargo da Dra. Von Franz.

Neste livro o pensamento de Carl Jung é aberto de uma maneira que o público em geral possa entendê-lo em seus pontos chave e também possa entender certos termos como “extrovertido” e “arquétipo” de maneira a não os empregar erroneamente. Nessa obra há também a explicação da mais notável contribuição ao conhecimento psicológico que é o conceito de “inconsciente”. “A linguagem e as pessoas do inconsciente são os símbolos, e os meios de comunicação são os sonhos” (John Freeman, escritor da introdução deste livro).

O estudo do homem e seus símbolos é o estudo da relação do homem com seu inconsciente. Este livro dá importância substancial aos sonhos como modo de comunicação do ser humano com seu “mundo interior”, para que possa se rearranjar e melhor bem viver. A interpretação dos sonhos e dos símbolos é, portanto, um caminho unicamente particular – não havendo um “dicionário” a se consultar, mas sim verdadeiras mensagens do inconsciente de cada um a se interpretar.

A análise dos símbolos é o ponto principal, que diferencia os estudos de Jung dos estudos de Freud, que tantas vezes fez com que sua pesquisa fosse encarada como puro misticismo. Porém, ao ler o livro, e outras obras do autor, e entender suas capitulações percebe-se que há uma grande estrutura por trás do “simbolismo” de Jung e não só uma mera rede lançada aos sonhos.

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Foto: Barbara Filippini. 

Os capítulos da obra elucidam, de maneira ampla, os temas: “inconsciente”, “mitos antigos e o homem moderno”, “processo de individuação”, “simbolismo nas artes plásticas”, “símbolos em uma análise individual” e finalizam com “a ciência e o inconsciente”. O livro traz uma noção introdutória sobre a obra de Carl Jung muito boa e explica pontos essenciais para a teoria jungiana – destaco principalmente a explicação de inconsciente e processo de individuação e simbolismo. Também são apresentados diversos estudos de caso e seus desdobramentos. É um livro essencial para quem gosta de psicologia e psicanálise.

“Quando alguma coisa escapa da nossa consciência, essa coisa não deixou de existir, do mesmo modo que um automóvel que desaparece na esquina não se desfez no ar. Apenas o perdemos de vista. Assim como podemos, mais tarde, ver novamente o carro, também reencontramos pensamentos temporariamente perdidos. Parte do inconsciente consiste, portanto, de uma profusão de pensamentos, imagens e impressões provisoriamente ocultos e que continua a influenciar nossas mentes conscientes. Um homem desatento ou “distraído” pode atravessar uma sala para buscar alguma coisa. Ele esquece o que buscava. Suas mãos tateiam pelos objetos de uma mesa; não se lembra do seu objetivo inicial, mas ainda se deixa, inconscientemente, guiar por ele. Percebe então o que queria. Foi seu inconsciente que o ajudou a se lembrar”.

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Foto: Barbara Filippini.

A obra de Jung pode ser vista como um esforço de resgate e tradução. Na tentativa de compreender seu mundo interno, e o de seus pacientes, ele procurou resgatar o universo simbólico humano que habitualmente se encontra sob o poder das religiões, dos místicos ou das filosofias orientais. Jung foi um escritor prolífico” – Folha de São Paulo.

SOBRE O AUTOR – CARL GUSTAV JUNG
mte5ntu2mze2mjy4njkzmdazNasceu em 26 e junho de 1875 e morreu em 6 de junho de 1961 na Suíça. Foi psiquiatra e psicoterapeuta e fundou a psicologia analítica. Propôs os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida, arquétipos e o inconsciente coletivo. Seu trabalho é influente até os dias atuais abrangendo diversas áreas tais como: psicologia, psiquiatria, estudo da religião, literatura entre outros. (Foto: google imagens)

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