A Alma do Mundo (Felipe Polleri)

Título: A Alma do Mundo ( #03 Coleção Boca a Boca – Edição Bilingue)
Título Original: El Alma del Mundo
Autor: Felipe Polleri
Tradução: Martín Palacio Gamboa
Ano de publicação original: 2005
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2013
Editora: Grua & Yaugurú
Número de Páginas: 143
Gênero: Conto Uruguaio

Resenha por Barbara Filippini

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Foto: Barbara Filippini

Livro atordoante e maravilhoso. Traz verdades para serem pensadas e digeridas. É intenso. Leia com lentes críticas, mas não deixe de sentí-lo. É genial! Segue a resenha abaixo!

A alma do mundo é podre. É podre e é irônica.

A alma do mundo é podre po-dre / po-der.

Antes que nos digam que a alma é esperança e é amor, há algo mais profundo que nos remete à dor. Cobertos de sombra somos muitos a entoar os espetáculos pela Terra. Mostro-lhes as obras nos museus – são colírio para os teus olhos. São dores, assassinatos, sangue e tragédias para o seu deleite. A sociedade se forma de monstros e loucos, sanguinários no topo. Tudo em nome do amor, da arte e da alma do mundo.

Subdividem-se personalidades em cada indivíduo. O pior de nós pode sobrevir e permanecer, sobreviver aos séculos. Ser o melhor e fazer papel de “herói”. Estas obras são as que lhe comovem, porque por baixo da sua carapaça há também milhares de seres gritando em seus limites.

O mundo diz: se controle – mas AMA quando alguns excedem o limite. O controle é estourado! E a população em coro diz: oh! – mais alimento para as cabeças pensantes e nem tão pensantes assim.

Ser louco é elevar a normalidade para além das barreiras do normal. A alma do mundo é feita de rompimentos, feita de verdades nuas e cruas disfarçadas de beleza.

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Foto: Barbara Filippini

SOBRE O AUTOR – FELIPE POLLERI

Polleri-240x360.JPGNasceu em Montevidéu em 1953 e definiu a si próprio como um “esquisitão”, por um feroz neoexpressionismo: “escrever é um estado de transe e por isso tenho à mão o tabaco e o café. Escrever é sujar-se. O escritor é um acumulador de energia, um artista que maneja uma energia psíquica para que o leitor receba esse choque sem nenhuma intermediação, sem poder pensar muito. Isso se chama manipular o leitor. E por isso meus livros são em primeira pessoa, para agarrar o leitor pelo colarinho e não o soltar.” Publicou os seguintes títulos: “Carnaval”, 1990; “El rey de las cucarachas”, 2001; “Vida de los artistas”, 2001; “El alma del mundo”, 2005; “Gran ensayo sobre Baudelaire (una novela histórica)”, 2007; “La inocencia”, 2008 e “Los sillones marchitos”, 2012. Desde 2003 trabalha como jornalista no suplemento El País Cultural (Informações da biografia retiradas da edição lida – Foto: Google Imagens).

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