foto capa livro a cor púrpura

A Cor Púrpura (Alice Walker)

por Barbara Filippini 

Título: A cor púrpura
Título Original: the color purple
Autor: Alice Walker
Tradução: Betúlia Machado
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2016 (Originalmente lançado em 1982)
Editora: José Olympio LTDA
Número de Páginas: 335
Gênero: Ficção / Ficção americana / Drama

RESENHA
por Barbara Filippini 

A leveza da escrita coloquial faz com que pensemos que talvez o livro possa vir a ser raso. Engana-se quem persiste nessa ideia. O livro é denso, envolvente e profundamente triste. Assim que comecei não larguei até terminar, direto assim… terminei em um dia e meio e são 335 páginas! Sim, vou tentar convencê-lo a ler o livro e a refletir sobre os temas que nele estão contidos. Temas pesados, mas infelizmente presentes em qualquer coletividade humana.

Os temas são: estupro, incesto, objetificação da mulher, amor, preconceito racial e de gênero, morte, tempo… vida. A autora soube muito bem como entrelaçar todos esses tópicos tocando profundamente nossa consciência e fazendo com que pensemos e repensemos também nosso modo de agir.

Ora, atualmente vemos tantas ações com o fim de diminuir e subjugar o ser humano às vontades de outrem. Pessoas morrendo por conta do preconceito advindo de uma sociedade machista e pregadora de um cartaz obrigatório cisgênero (pessoa que se identifica com o sexo biológico que nasceu, ou seja, se nasceu com vagina é mulher e se nasceu com pênis é homem – e que também se encaixa nos padrões hétero-normativos). E aí esse livro nesse meio todo ainda é muito atual, mesmo tendo sido escrito em 1982… Ele nos coloca a pensar o que estamos fazendo para que tudo isso que se impõe assim nas relações humanas ainda perpetue. Bem, quero que você leia o livro então não me estenderei nas análises sociológicas para que não adentre o conteúdo da história. Excelentemente bem escrito no formato de cartas, mas que mesmo assim geram uma narrativa contínua e envolvente.

O foco da história é a Celie, uma jovem negra que nasceu na pobreza e em uma cidade segregada no sul dos Estados Unidos. O período que ela vive é o entre guerras e, portanto, passa por diversas dificuldades e questionamentos devido ao tratamento que é dado de forma diferenciada à negros e brancos. Celie foi estuprada pelo padrasto diversas vezes e desse relacionamento abusivo nasceram duas crianças que lhe foram tomadas, além de também ter sido obrigada a casar com um homem extremamente machista, tendo de se separar de sua irmã.

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Foto: Barbara Filippini

A história toda se passa nesse cenário caótico e triste. Celie se vê questionando diversos acontecimentos por meio de pessoas que entram e saem de sua vida e a fazem analisar a existência ou não de deus e o porquê de ela estar viva.

Essa leitura é muito enriquecedora! Se você está procurando uma leitura profunda e que te toque lá fundo na alma, vá em frente! Leia!

SOBRE A AUTORA – Alice Walker

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Alice ganhou o Prêmio Pulitizer e o American Book Award com “A cor púrpura”. Ela também é autora de duas coletâneas de contos, três reuniões de ensaios, poemas, livros infantis entre outros. Seus livros foram traduzidos para mais de uma dúzia de idiomas. No Brasil, tem também publicado Rompendo o Silêncio. Nascida em Eatonton, Georgia, Walker vive hoje no norte da Califórnia. (Informações presentes na edição utilizada para essa resenha)

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2 opiniões sobre “A Cor Púrpura (Alice Walker)”

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