foto capa livro eu sou a lenda i am legend

Eu sou a Lenda (Richard Matheson)

Título: Eu sou a Lenda
Título Original: I am legend
Autor: Richard Matheson
Tradução: Delfin
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2015 (Originalmente lançado em 1954)
Editora: Aleph
Número de Páginas: 382
Palavras Chave: Ficção norte-americana/ Ficção/ Ficção Científica / Zumbis / Zombies

Resenha por Barbara Filippini

Comecei a leitura e para minha surpresa a narrativa começa bem calma, mas isso que é interessante: a falsa calmaria por trás de um mundo de horrores que se torna o planeta Terra. Aos poucos a história vai esquentando com, o que considero, três ápices ao longo do enredo (não vou contar aqui para vocês não perderem a surpresa da leitura).

A história trata da vida de Robert Neville por meio de um ponto de vista bem intimista. A relação de um homem com o mundo. Neville vivia uma vida comum com mulher e filha até que começa a se alastrar uma doença, até então não conhecida pela ciência, causada por um germe. Dentro desse cenário ele tem que lutar com a dor da perda de sua família e a partir disso passa a relatar suas experiências frente à solidão e suas ações para sobreviver em meio a seres vampirescos. Além da doença afetar os já vivos (os deixando em estado comatoso) ainda traz os mortos novamente à vida. Todos sedentos por sangue.

Por algum motivo inexplicável Neville é imune ao germe e, querendo desvendar todo o mistério contido nesse problema biológico, continua sua busca por respostas. Ao longo do percurso narrativo consegue-se perceber que o tema da solidão e da necessidade de se estar junto e integrado à sociedade é recorrente. A figura do outsider, aquele que mesmo estando em meio a tantos ainda está sozinho, pode se encaixar muito bem na figura de Neville.

foto capa livro eu sou a lenda i am legend
Marca-páginas e edição da Editora Aleph (foto: Barbara Filippini)

A partir dessa imagem inicial ocorrem mais diversos aspectos ligados à figura do vampiro romântico, só que mais atenuado e ligado à ciência. O vampiro desse livro é mais equiparado à nós comuns humanos do que posto em um patamar de fantasia. E aí é que nos vemos questionando sobre: E SE realmente acontecesse? E SE realmente a terra fosse tomada por mortos vivos que bebem sangue? Esse terror/suspense é o que nos prende do começo ao fim da leitura. Com um final que se fecha exatamente ao título do livro e nos faz entender todos os passos trilhados pelo autor.

O livro foi escrito em um período conturbado de Richard Matheson. Nessa época ele ainda estava constituindo família e passava por certas necessidades. A figura do homem sozinho (mesmo estando com várias pessoas ao seu entorno) – e cheio de dúvidas, medos e inseguranças – em grande parte foi retirada de sua própria vida, que estava tomada pelas mesmas problemáticas.

Quanto à escrita pura e simplesmente: é um suspense com alta carga emocional, porque é fácil nos colocarmos no lugar do protagonista (Robert Neville) e viver junto com ele todos os tormentos da narrativa. Sim, da sua fonte beberam diversos autores, um dos quais foi Stephen King – não que a escrita deles seja igual (porque não é!), mas no sentido de colocar aspectos pessoais do personagem foco na trama e também se utilizar muito mais do suspense do que do terror em si. Percebi que o Richard Matheson é muito mais direto em suas narrações, tendo muitas paradas na escrita por meio do uso de muitos pontos finais. No caso desse autor essa forma de escrita foi muito bem vinda e muito bem usada, porque acrescenta o aspecto imaginativo forte pela parte do leitor, fazendo com que cada um crie um mundo de visualização com base na escrita – sem que se perca o caminho à essência do livro.

SOBRE O LIVRO
Sinopse retirada da obra

foto capa livro eu sou a lenda i am legend
Foto: Barbara Filippini

Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso… “Eu sou a lenda”, escrito por Richard Matheson em 1954, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes. O romance também inspirou alguns dos grandes mestres do terror, tanto na literatura, com Stephen King, como no cinema, com George A. Romero.

SOBRE O AUTOR – RICHARD MATHESON 

foto perfil richard matheson

Nasceu dia 20/02/1926 em Allendale (Nova Jérsei – EUA) e morreu dia 23 de junho de 2013 em Los Angeles. Naturalizado norueguês. Foi escritor, contista e roteirista norte-americano. Suas obras abarcaram principalmente os gêneros fantasia, ficção científica e terror, mas também escreveu romance.

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