capa do livro sybil

Sybil (Flora Rheta Schreiber)

por Barbara Filippini 

Título: Sybil
Título Original: Sybil
Autor: Flora Rheta Schreiber
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 1976
Editora: Círculo do Livro 
Número de Páginas: 463

Incrível. É essa palavra para definir esse livro. O livro fala sobre um transtorno de personalidade múltipla no qual a personalidade matriz chama-se Sybil e outras 15 personalidades alternantes as quais são: As Peggys, chamadas de Peggy Ann e Peggy Lou, que são conhecidas como Peggy Louisiana, a Vicky que é a mais atuante dentre as personalidades alternantes, a Marcia, a Vanessa, a Ruthie (a parte infantil de Sybil), a Marjorie, a Loura (a qual representava a adolescência “perdida” de Sybil Dorsett), a Sybil Ann, a Nancy Lou, a Clara, a Helen e a Mary. Contando ainda com duas personalidades masculinas, Mike e Sid, que representavam em seu inconsciente seu avô e pai respectivamente.

Essa história fez-me pensar em quão intrincado é o nosso consciente e subconsciente. Nossa própria mente é capaz de criar pessoas diferentes dentro de nós mesmos.

Em certa parte do livro a doutora conta sobre a experiência de usar um remédio chamado pentotal para ajuda da paciente a entender seus sentimentos mais internos e conflitantes e para com isso ajudá-la a lidar melhor com suas personalidades alternantes. Mas a doutora Wilbur sempre teve em mente o uso único da psicanálise, pois o remédio traria uma dependência que apenas postergaria os problemas. Sim, Sybil foi tratada apenas psicologicamente, pois o uso, de pouca duração, do remédio foi logo suspenso, visto que levaria a mais uma dependência.

Com tudo isso quero chegar ao ponto de que, mesmo que não possamos entender totalmente nossa consciência, podemos nos integrar a nós mesmos pelo auto conhecimento, que diga-se de passagem, é algo muito difícil chegarmos ao total e completo “conheça-te a ti mesmo”, mas se aceitarmos nossas próprias divergências (digo isso por mim mesma!) conseguiremos conviver com o nosso consciente em sintonia com os nossos sentimentos. Penso eu que a mudança vê-se de dentro para fora e enquanto não mudarmos a nós mesmos não conseguiremos exteriorizar os sentimentos de mudança para o mundo ao nosso redor. Como dizia Mahatma Gandhi:

“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.”

capa sybil flora schreiber
Foto: Barbara Filippini

SOBRE A AUTORA – FLORA RHETA SCHREIBER

flora-dchreiberNasceu em 1918 e faleceu em 1988, nos Estados Unidos. Foi jornalista, escritora e instrutora de inglês na John Jay College of Criminal Justice por diversos anos. Também escreveu The Shoemaker, um livro que documenta a história verídica de um assassino em massa que sofria de esquizofrenia.

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