Norma: uma mulher com cabelos sobrenaturais     

“Norma” deixou muito a desejar. Livro fraquíssimo. Norma tinha tudo para ser um livro de tema e enredo interessantes, mas por fim trouxe um desenrolar sem tanto conteúdo e um final bem ruim e mal desenvolvido.

Norma Ross é uma mulher que possui cabelos raros, eles têm vida própria e são quase autônomos em relação à própria Norma, crescem de forma sobrenatural além de responderem à mudanças de humor e fazerem com que Norma tenha habilidades de percepção anormais.

A mãe de Norma tem papel fundamental na história, mas acaba morrendo em um suposto suicídio. Ao vasculhar o apartamento da mãe, Norma se depara com vídeos e fotos que põe em dúvida a relação, que até em tão era clara, entre mãe e filha.

A partir desses acontecimentos Norma se vê sozinha e decide procurar a verdade, pondo em risco até a si própria ao ter que lidar com as pessoas comuns de modo a estas não descobrirem a realidade sobre suas madeixas.

Quando à edição da Record: achei a capa linda! Porém… a Norma é loira! Sim, ao longo do livro isso é citado de forma indireta umas três vezes. Então aí houve um pisão na bola já que a capa induz a pensar que Norma tem o cabelo preto…

norma capa

norma capa

Quanto ao comentário da ELLE na contra capa

combinando suspense, realismo mágico e crítica social, Norma é um romance peculiar e metafórico

eu discordo. O que se poderia chamar de uma crítica de cunho feminista e social aparece somente uma vez no livro e ainda de forma muito fajuta.

Agora, as mulheres têm os mesmos direitos, as mesmas oportunidades, e, ainda assim, não ficamos com os lucros. Nós apenas oferecemos todos o material para muitos setores de cosméticos. Oferecemos mão de obra. Século após século, oferecemos nossos rostos, cabelos, úteros, seios, e ainda são os homens que embolsam o dinheiro que é ganho com tudo isso. Eles gerenciam, possuem ou compram na mesma hora todos os negócios que fazem qualquer tipo de sucesso” p. 133.

No todo senti como se tivesse perdido tempo ao ler este livro. A minha expectativa para a leitura dele foi alta e acho que talvez também por isso eu tenha sentido a decepção de forma mais acentuada.

Não sei em que gênero encaixar essa história porque para mim ela ficou no meio do caminho de qualquer gênero. Talvez futuramente eu dê mais alguma chance à essa autora.

SOBRE A AUTORA – SOFI OKSANEN

sofi oksanen norma

Nasceu em 1977 na cidade de Jyväskylä, na Finlândia. Com seu romance de estreia, “As vacas de Stalin”, foi lançada à elite de escritores europeus, tornando-se uma das vozes mais poderosas da literatura contemporânea.

O livro “Expurgo”fez de Oksanen um fenômeno de vendas nos países escandinavos e se tornou o primeiro romance a ganhar os dois prêmios mais prestigiados da Finlândia – o prêmio Finlândia (2008) e o prêmio Runeberg (2009).

Em 2010, ganhou o Prêmio Literário do Conselho Nórdico e Le Prix du Roman FNAC, prêmio francês que pela primeira vez contemplou um autor estrangeiro. E, em 2013, recebeu o prêmio Nórdico da Academia Sueca pelo conjunto de sua obra (informação biográfica retirada da edição feita pela Record).

DADOS DA OBRA

Título: Norma
Título Original: Norma
Autor: Sofi Oksanen
Tradutor: Pasi Loman e Lilia Loman            
Editora:
 Record
ISBN: 978-85-01-10961-3
Ano de publicação original: 2015
Ano de publicação desta edição: 2017
Número de páginas: 
320   
Palavras-chave:
 literatura finlandesa / cabelos
*exemplar cedido pela editora

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